terça-feira, maio 22, 2012

Gestando e amamentando

Tive a oportunidade de vivenciar uma experiência interessante - amamentar enquanto grávida. Se amamentar um bebê de mais de um ano já causa algum incômodo em algumas pessoas, que acham que criança com dente não tem que mamar (engraçado que não há preconceito contra leite em pó, nem de garrafinha, ou longa vida com conservantes para adultos com ou sem dentes), imaginem se a mãe está, além de tudo, grávida. A lista de mitos é ainda maior.
Felizmente, minha médica compreende a importância do aleitamento materno e orientou a apenas a cuidar da alimentação bem balanceada, da ingesta hídrica adequada e prestar atenção se em algum momento havia a ocorrência de contrações decorrentes do estímulo da sucção, o que nunca aconteceu.
Com isso a filhotinha mais nova, que logo perderá o reinado de caçula, teve a chance de aproveitar um pouco mais dos benefícios do leite materno. Agora, aos 19 meses e meio (e aos cinco meses e meio de gravidez), ela está iniciando o desmame, num processo bem natural, espero que tudo corra bem, para que em breve comecemos tudo de novo, numa nova história.


quinta-feira, maio 10, 2012

Considerações sobre racismo e sexismo

Conforme a biologia, a ciência taxonômica, não faz sentido falar em subdivisões da raça humana. Segundo a ciência, não há divisão de raças. Que maravilha! Uma vez provado que não existe raça, não existe racismo! Quem dera fosse fácil assim. Por não ser assim, por as pessoas literalmente sentirem o peso do preconceito na pele, ainda que o termo cientificamente não seja consistente, ainda é válido e por isso utilizado no senso comum, no discurso corrente em nosso dia a dia.

E talvez exatamente porque sejamos todos tão humanos, tenhamos tantas dificuldades em nos olharmos uns aos outros e simplesmente nos identificarmos como semelhantes. Nos olhamos e nos vemos baixos/altos, gordos/magros, homens/mulheres, masculinos/femininos, masculinizados/feminilizados, pretos/brancos, de cabelos lisos/encaracolados/ondulados/alisados, com olhos redondos/com olhos puxados, ocidentais/orientais, católicos/evangélicos/judeus/muçulmanos... e por aí vai... Temos o olhar treinado para reconhecer a diferença. Isso não é um problema, a priori. Somos iguais em nossa essência, em nossa substantividade de seres humanos e diferentes em nossa adjetividade, em tudo isso que nos faz diversos e únicos. O problema surge quando hierarquizamos as diferenças, quando agregamos valor e não valor ou menos valor a essas características que são intrínsecas ao ser de cada um. E, infelizmente, é isso que fazemos. É isso que aprendemos a fazer, sem nem perceber, naturalmente, como resultado de nosso processo educativo e de socialização. E no nosso processo de aculturamento aprendemos, sobretudo, a valorar o gênero e a valorar as cores, em todo o seu degradê possível.

Vamos pensar então nesse nosso Brasil, que de seus 500 anos de história (já que se considera a nossa história apenas após a invasão e colonização portuguesa), 350 anos foram de convivência e conivência com a escravidão, a opressão e o extermínio de índios e negros. Podemos ser ingênuos a ponto de achar que não somos produtos desse processo histórico de racismo? O fato é que somos constituídos, em nossa formação, por uma ideologia sexista e racista. Assim fomos educados, assim ainda educamos as nossas crianças. Só podemos sair dessa condição também por um processo de reeducação, de ressignificação de valores e crenças, de um olhar para dentro, a partir de uma reflexão profunda, de uma tomada de consciência, quando conseguirmos criticamente avaliar quais são os nossos modelos mentais que orientam o nosso discurso, o nosso modo de ver e pensar o mundo e consequentemente de agir e nos relacionar.

Já perceberam como o nosso repertório linguístico é repleto de expressões estigmatizantes e preconceituosas? "Preto é f., quando não faz m. na entrada, faz na saída.", "fulano tem o pé na cozinha", "Tinha que ser preto!" "Tinha que ser mulher", "Mulher no volante, perigo constante", "Lugar de mulher é na cozinha", "Essa aí é mulher para casar (em contrapartida à mulher apenas para a diversão), "é um preto de alma branca".....

Alguns acham que destacar a raça ou a cor da pessoa pode estimular a discriminação. Ora, que falácia! Não é assim, a discriminação está aí posta. O que precisamos fazer é justamente abrir os olhos para ela. Não podemos negá-la, sob o risco de nunca podermos dirimi-la. O primeiro passo para a cura é assumir a doença - não é assim na medicina? Nos males sociais, como o racismo, o sexismo, a homofobia... é assim também. E se assim é a constituição da nossa sociedade, podemos achar que nas organizações, nas empresas, nas instituições públicas, tudo isso fica da porta para fora? Que nossas relações de trabalho, que os processos de relacionamento e gestão nas organizações não são pautados por toda essa rede de significações que fazem parte do que somos, acreditamos, pensamos, falamos? O racismo e o sexismo estão presentes na rua, no trabalho, dentro das casas. O número aviltantes de casos de violência contra a mulher, que recentemente estão sendo mais bem divulgados, felizmente, estão aí para confirmar essa afirmação.

O fato de se poder segmentar os grupos sociais em gênero e raça, por exemplo, permitiu a obtenção de dados que hoje são valiosíssimos para compreender a realidade e estabelecer políticas públicas de correção. Uma vez tendo o IBGE mapeado (ainda que a duras penas e com algum grau de imprecisão) o Brasil, por gênero e raça/cor, pudemos ver que em 2011, as mulheres representam a maior parte da população, têm nível de formação igual ou superior, mas não tem inserção correspondente no mundo do trabalho - nem em acesso a emprego (o nível de desemprego feminino é maior que o masculino), nem em acesso a cargos de alta gerência (o que contribui para levar ao quadro de menor nível de renda, juntamente com o fato de que as mulheres estão expostas aos postos de trabalho mais precários. Quando se observa o recorte de raça/cor, vê-se uma realidade ainda mais cruel. Os negros (sobretudo as negras) são menos escolarizados, tem o menor padrão de emprego, os piores níveis salariais. Por isso é tão importante termos informações segmentadas. Diferenciar não é estimular o preconceito, é possibilitar evidenciar as distorções e assim, estabelecer políticas para corrigi-las.

De modo geral, podemos dizer que no Brasil quando se fala em gêneros e raça/etnia/cor, existe isonomia (igualdade na norma, que a constituição e os estatutos brasileiros prevêem e teoricamente garantem). É verdade. Nossa constituição cidadã nos garante isso: todos são iguais perante a lei e toda forma de preconceito é repudiada. Entretanto não podemos dizer o mesmo sobre a isotopia (igualdade na divisão dos espaços, na divisão do poder). Se pararmos para pensar que praticamente 50% dos brasileiros são negros e pardos e uma parcela semelhante é composta por mulheres e olharmos em qualquer espaço de poder - o parlamento, os ministérios, as secretarias de estado, as empresas... enxergaremos essa mesma proporção??? A pluralidade que é defendida no preâmbulo de nossa constituição não se efetiva de fato. E é isso que precisa ser corrigido. Se não, podemos dizer que estamos apenas brincando de ser um país democrático.

sexta-feira, abril 20, 2012

Novos tempos requerem novos homens

Estamos cansados de ouvir e de saber que a vida em sociedade vem se transformando rapidamente nas últimas décadas. Intensas mudanças no campo da tecnologia, da ciência e da informação. Do tranporte e do trânsito não quero nem falar. Mudanças também no mundo do trabalho - novas profissões, novas relações e a inserção da mulher em um espaço antes exclusivamente masculino.

Hoje já temos uma situação em que cerca de 50% da força de trabalho é feminina. Não quero agora mencionar o fato de que apesar disso elas ocupam muitíssimo menos cargos de direção, que recebem menos que homens e que estão muito mais relacionadas às profissões do cuidado (educação, saúde e assistência social) e muito menos às das ciências exatas (engenharias, informação, finanças).

Quero falar simplesmente que esses novos tempos requerem novas relações. Pois essas mudaram muito pouco ao longo dos últimos anos. Simplesmente não acompanharam o ritmo das inovações tecnológicas. Ainda vivemos numa sociedade marcada pelo sexismo, pela divisão de papéis sexuais, pela ideia de que é da mulher o ônus do trabalho doméstico, da administração da casa e da família.

Ora, já não nos basta a sensação de vitória por termos obtido o direito ao estudo, ao voto, à cidadania. Queremos o direito, ou melhor, queremos a prática cotidiana de compartilhar lado a lado os espaços de poder e de trabalho disponíveis no mundo e no lar. Se a nova mulher sai de casa para o trabalho é preciso um novo homem que adentre e divida o cuidado com a casa e a família.

Tenho a felicidade (e o orgulho porque não dizer) de partilhar a minha vida com um novo homem. Não, não é um novo marido, faz 13 anos que estamos casados, nem estou falando de idade, ele já passou dos 40! Um novo tipo de homem, desse novo tempo. Não é um homem que ajuda na casa, que ajuda a cuidar dos filhos. Ajuda é algo que se faz de favor, mesmo entendendo que a responsabilidade é do outro. Ajuda é algo provisório, eventual, que se faz quando se pode, quando se tem disponibilidade. Falo de um homem que compartilha. Compartilhar significa fazer quando necessário, quando a situação requer, ainda que se esteja cansado, que não se esteja a fim, porque entende que é assim que deve funcionar.

Esse novo homem não é menos macho, nem menos masculino. Sabe o que significa ser homem, sabe o significado de ser marido e de ser pai. Sabe que masculinidade não está relacionada à opressão do feminino, à valorização da força física, a expressão de fúrias ou a agressão. Sabe que sua masculinidade se apresenta no contato amoroso e equilibrado com o feminino, no cuidado terno, delicado e firme com os filhos, na possibilidade de demonstrar suas forças e fraquezas, de amar e ser amado, de apoiar e ser apoiado, de confortar e ser confortado. Sabe que pode ofertar seu ombro e querer colo. Que pode se emocionar, rir e chorar. Compreende que não existe emoção feminina ou masculina, mas que simplesmente existe o humano.

Sim, novos tempos requerem novos homens. Que as mulheres ajudem a pari-los, criá-los e educá-los.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Brinquedo de menino, brinquedo de menina

Todas as vezes que preciso ir a uma loja de brinquedos (coisa não rara quando se tem filhos, sobrinhos, amiguinhos dos filhos aniversariando quase toda semana) me sinto irritada.

Quando você entra e diz que precisa de um presente, a primeira coisa que o/a vendedor/a te pergunta é se é para menino ou menina e, depois, que idade a criança tem. Ora, no atual mundo em que vivemos em que mulheres e homens ocupam os mais diversos espaços sociais e laborais e precisam cada vez mais aprender a dividir todos os espaços e funções domésticas, que sentido faz dividir as brincadeiras por sexo? E pior: por sexo e cor!! Então você vai na seção feminina e encontrará todos os tipos de bonecas cor de rosa e miniaturas de utensílios domésticos, todos cor de rosa. Sim, porque os aparatos domésticos - fogãozinho, vassourinha, maquininha de lavar roupas, pratos, secador de louças, conjunto de pratos, xícaras e colherzinhas, TUDO impreterivelmente cor de rosa e situado no lado feminino. E os nossos futuros chefs e maridos e donos de sua própria casa não precisam treinar a manipular brinquedinhos dessa natureza? Não terão mais tato com os filhos se puderem brincar de boneca e boneco? E nossas meninas não sairão de seu papel de princesa à espera do príncipe encantado e entenderão mais cedo e de uma forma melhor se tiverem a oportunidade de enfrentar monstros e dragões desde a tenra idade?

Por que então não fazem todos os brinquedos de todas as cores para que meninos e meninas escolham independentemente o que estão a fim de fazer? Por que as próprias empresas não tomam a dianteira e têm uma atitude menos reacionária e produzam brinquedos que representem melhor o mundo que vivemos e que está à espera de nossas crianças. Que simplesmente não reproduzam modelos sexistas que contribuam para visões de mundo distorcidas, para a ideia de que os homens são fortes, ativos, aventureiros e responsáveis e as mulheres são frágeis, passivas, submissas e incompetentes para se defender do e no mundo.

Por isso que sempre me recusei a comprar esses brinquedos cor de rosa (embora simplesmente AME rosa!!) e incentivei a que minha filha tivesse acesso a todos os tipos de brincadeiras. E assim ela pôde ter tratores, caminhões, aviões, bichos do imaginext, arminhas, espadas, todos os tipos de dinossauros e também bonecas, geladeira, carrinho de feira e tudo o mais. Porque é brincando que se aprende e se apreende o mundo e eu faço questão de mostrar que o mundo é vasto e que ela merece todas as oportunidades que o mundo tem a oferecer.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Filhotinha pré-adolescente



Filhotinha tem 11 anos e começa a apresentar alguns males da idade: irritabilidade fácil, mania de querer ficar trancafiada no quarto, aversão a regras, dever de casa e aula de história, crença de que tudo é mico, principalmente os comportamentos paternos e revelia a qualquer demonstração de afeto em público, inclusive e sobretudo a revelação de apelidos fofos e carinhosos.

Nisso, ela se parece com as típicas meninas de sua idade, mas em outros aspectos é bem diferente. Como assim?

Não gosta de rosa, de ti-ti-ti de meninas, princesas nunca e nem pensar (já avisou sobre a irmã mais nova: 'mãe, se a Marina gostar de princesas, eu vou vomitar!') e não é chegada a roupas (nem que sejam novas), compras e acessórios. Recentemente, encontrei uma sacola com roupas que eu havia comprado para ela e deixado para que experimentasse (a rotina tem que ser essa uma vez que não suporta ir a lojas e mais ainda ter o trabalho de tirar uma peça de roupa ou um pé de sapato para colocar outro). Quando fui conferir a etiqueta: maio de 2011!!!

Ontem estávamos na papelaria vendo os últimos detalhes de material escolar. Avistei uma fila de bolsas e sacolas em promoção. Quase enlouqueci! 'Filha, olhe que lindas, vamos comprar?' E aí a pergunta inesperada: "Para quê?" Como assim, para quê? Precisa uma razão para ter uma linda bolsa nova em seu guarda roupa e a possibilidade de usá-la a qualquer momento nas próximas semanas ou meses? "Ué, filha, para usar no dia-a-dia, colocar suas roupas quando você for dormir na casa de sua prima, qualquer coisa..." "Hmmm, (se virando para os vendedores) tem alguma com caveira?" O rapaz da loja gentilmente vai verificar e nos leva para o estoque que ficava na sala ao lado. Achamos algumas fofas com pequenas caveirinhas. Toda preta com caveirinhas rosas. Vem a exclamação: "Rosa?! Hmmm, mãe, acho melhor não, vou acabar não usando." Pelo menos não posso reclamar de falta de consciência e de excesso de consumismo.

A última da semana foi o comentário espontâneo enquanto estávamos em algum silêncio: "mãe, não gosto mais de ir ao dentista!" Tadinha, pensei. Deve estar cansada dessa história de aparelho desde que tem 5/6 anos. E agora, aparelho fixo, visitas mensais ao consultório, aquele incômodo chato durante três dias após apertar os arames... "É, filha? Por quê?, pergunto em tom de compaixão, o coração apertado de solidariedade e dó. E a resposta vem objetiva e imediata: "Ah, não aguento mais essa coisa de ter que escovar os dentes toda vez!"

terça-feira, janeiro 10, 2012

Tchau, natal!

No último sábado fomos desmontar toda a decoração de natal. Árvore, com seus laços dourados e tons de vermelho bordô, papais noéis, bonequinhos de biscoitos, corações e, claro, luzinhas e luzinhas; panos de mesa decorados; vasos de flores; enfeites artesanais criativos e até uma vestimenta típica para o vaso sanitário do lavabo.

De repente estava tomada por uma profunda nostalgia.

Era o natal e tudo o que ele representa indo embora - as cores, luzes, o espírito solidário, a fraternidade, o clima de festa, o encontro, o perdão, a esperança...

O ano novo estava irremediavelmente começando. O cotidiano, a rotina, o trabalho, o trânsito, as notícias de enchentes, o descaso do poder público, o descompasso familiar, o vai-e-vem caótico de passos, pessoas, pensamentos e vidas apressadas. Vidas tantas vezes desprovidas de poesia. De sentido, de amor, de paz, de paixão. Vidas sem vida.

Que saudade do natal! Do amor de Cristo, do nascimento, dos presépios, das manjedouras, da comilança, da família reunida... Queria fazer tudo de novo! Queria um ano inteiro de dezembros!

sexta-feira, novembro 25, 2011

25 de Novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher



25 de Novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

O Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia das Nações Unidas convida à todas e todos a participarem da Campanha #DigaNão à Violência Contra as Mulheres e Meninas nas Redes Sociais.

Esta iniciativa deve ser entendida como uma ação de toda a sociedade brasileira, comprometida com os valores e princípios dos direitos humanos e com o enfrentamento à violência contra a mulher.

Dados sobre a violência contra a mulher

Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Isso corresponde ao assassinato de 10 mulheres por dia no Brasil. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional. As taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, conforme o Mapa da Violência 2010, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).

Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres

A campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres, convoca os governos, a sociedade civil, as organizações de mulheres, os jovens, o setor privado, a mídia e todo o Sistema ONU para unir forças na erradicação do fenômeno global da violência contra as mulheres e meninas. Saiba mais em www.onu.org.br/unase.


O Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia é uma parceria entre seis agências do Sistema ONU e o governo federal brasileiro, com apoio do Fundo para o Alcance dos Objetivos do Milênio, criado pelo governo espanhol. Sua missão é contribuir para a incorporação dos princípios da equidade de gênero, raça e etnia, transparência e inovação na gestão pública e para o fortalecimento da participação social nas políticas de desenvolvimento humano.